Infidelidade conjugal e empresarial - Preço barato para contratar um detetive particular?

Homem terá que indenizar sua ex-esposa por infidelidade

Homem terá que indenizar sua ex-esposa por infidelidade

Infidelidade

Infidelidade! Imagine sí, você será traído, entrar na justiça e ganhar. E não só ganhar uma causa, mas ganhar uma indenização no valor de 20 mil reais. Foi exatamente o que veio a acontecer em um caso.
Um ex-marido infiel foi condenado a pagar por danos morais no valor de R $ 20.000,00 porque manteve relacionamento com outra mulher durante a vigência do casamento. A “traição” foi comprovada por meio de e-mails trocados entre o acusado e seu amante. A sentença é da 2ª Vara Cível de Brasília e estão solicitando um recurso de apelação.

Legalmente.

Para o juiz, “o adultério foi combinado pela troca de fantasias eróticas”. A situação ficou ainda mais grave porque, nessas ocasiões, o ex-marido escolhido – com a “outra” – comentários jocosos sobre o desempenho sexual da esposa, afirmando que ela seria uma pessoa °œfria° na cama.
°œSe a traição, por si só, já causa abalo psicológico ao cí´njuge traí­do, tenho que a honra tag da autora foi muito mais agredida, em saber que seu marido, além de traí­-la, não a respeitava, fazendo comentários difamatórios í  quanto sua vida í­ntima, perante sua amante °, afirma a sentença.

A importância das provas, perante a lei.

As provas foram colhidas pela própria esposa enganada, que descobriram os e-mails arquivados no computador da famí­lia. Ela entrou na Justiça, com pedido de reparação por danos morais. Alegando, ofensa í  sua honra violação e violação de seu direito í  privacidade.
Acrescenta que “precisou passar por tratamento psicológico, pois acreditava que o marido havia abandonado a famí­lia devido a uma crise existencial” . Diz que jamais desconfiou da traição, só comprovada depois que ele deixou o lar conjugal.

Defesa do marido.

Em sua defesa, o ex-marido alegou, portanto que, tratava-se de  “invasão de privacidade” e pediu a desconsideração dos e-mails como prova da infidelidade. Afirma que não difamou a ex-esposa e que ela mesma denegria sua imagem ao mostrar como correspondências í s outras pessoas.
Ao analisar a questão, o magistrado desconsiderou a alegação de quebra de sigilo. Para ele, não houve invasão de privacidade porque os e-mails estavam gravados no computador de uso da famí­lia e a ex-esposa tinha acesso í  senha do acusado. °œSimples arquivos não estão resguardados pelo sigilo conferido í s correspondências°, conclui.
(Proc. Nº 2005.01.1.118170-3 – com informações do TJ-DFT)

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