Vídeo: O erro que muitos clientes cometem ao contratar um detetive
Descrição do video sobre Investigação Particular: quando a falta de informação do cliente compromete o resultado
Olá, pessoal, tudo bom?
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Vou contar para vocês um episódio real que aconteceu recentemente com um aluno meu.
Ele recebeu um trabalho para investigar uma pessoa relativamente conhecida, até famosa na mídia. O problema começou logo no início: o cliente passou pouquíssimas informações.
Não foi um trabalho feito às pressas. O aluno teve tempo para se programar. O trabalho não era em São Paulo, era em uma região mais distante, em área de chácara, com mata fechada.
No início, o acompanhamento seguia normalmente, sem nenhuma novidade. Porém, em determinado momento, ele acabou perdendo o investigado.
O investigado entrou em uma região de mata, com várias chácaras e casas espalhadas. O detetive ficou completamente vendido, procurando sem referência.
O cliente não informou a casa, não disse cor, não falou se tinha muro, comércio próximo, poste, mercearia ou qualquer ponto de referência.
Era apenas um nome de rua que não aparecia no mapa. Nem moradores da região sabiam informar.
O cliente dizia que mandava mercadoria pelos Correios. E realmente, o Correio tem mapas próprios, ruas que mudam de nome, referências internas. Mas um detetive chegando de fora não tem como saber isso sem apoio.
Imagine uma pessoa chegando em uma cidade que não conhece nada e tentando localizar alguém sem nenhuma informação concreta.
O correto seria o cliente fornecer a foto da casa, mapa da rua, pontos de referência, cruzamento de ruas, qualquer detalhe.
Mas o cliente simplesmente achou que o detetive tinha obrigação de descobrir tudo sozinho.
O aluno ficou desesperado, se sentindo culpado por ter perdido o acompanhamento. Mas perder alguém em região de mata é algo que pode acontecer com qualquer profissional.
Não é possível seguir colado, porque você acaba sendo visto.
Um rastreador poderia ajudar, mas nem isso foi possível, pois o cliente não colaborou.
Eu expliquei para ele: você não tem culpa. O cliente não te deu informação. Detetive não é computador, não é satélite, não é bola de cristal.
Se não existe endereço no mapa, não existe no guia da cidade, não existe no Google, não há como localizar.
O cliente pode até procurar outro detetive, mas vai quebrar a cara da mesma forma.
Não adianta ser James Bond, Chuck Norris ou qualquer outro personagem se as informações não existem.
O cliente tem obrigação de fornecer dados mínimos: aparência, carro, placa, rotina, locais frequentados.
Principalmente quando é a primeira vez que faz uma investigação.
Não é possível identificar alguém em uma festa cheia, à noite, sem referência nenhuma.
Se você é detetive e passou por isso, não se culpe. Siga em frente.
O cliente vai entender mais cedo ou mais tarde que a falha não foi sua.
Detetive é pago para acompanhar, mas precisa de informações quentes, reais e coerentes.
Sem isso, não existe investigação.
Forte abraço. Inscreva-se no meu canal e em breve teremos mais novidades.
Orientação profissional
A investigação particular exige cooperação entre cliente e profissional. O detetive atua com técnica, estratégia e sigilo, mas depende de informações mínimas para alcançar resultados.
- Lei nº 13.432/2017 – Regulamentação da profissão de detetive particular
- Correios – Sistema oficial de endereçamento no Brasil
Uma investigação bem-sucedida começa com informações corretas, planejamento e responsabilidade de ambas as partes.